sexta-feira, 16 de abril de 2010

Tudo tem seu tempo.

Olá Pedalantes, ontem à noite com minha esposa e filho no SESC Arcenal conheci dois Pedalantes aonde vieram me cumprimentar sobre o blog, fiquei contente claro em saber que o blog é bem visto por muitos pelo mundo WWW (desculpem, mas não me recordo agora o nome dos dois, sou péssimo em memorização de nomes, tenho mais facilidade em memorizar o rosto da pessoa) e conversa vai e conversa vem ficamos trocando idéia sobre bike, manifestações e projetos que ainda precisam ser colocado em prática aqui em Cuiabá e projetos e manifestações que já existem e que ainda precisam amadurecer e ganharmos mais colaboradores para juntarmos força e conhecimento em prol a bicicleta.

Nossa conversa estava muito boa mas eu tinha que ser breve pois eu estava com minha família então pelo desenrolar da conversa rumamos o assunto sobre o futuro da educação do cidadão Cuiabano em relação a bicicleta como meio de transporte, e no desenrolar do assunto me veio na memória uma matéria sobre a cicloativista Renata Falzoni e Arturo Alcorta, onde aprendi que para algum movimento dar certo precisamos contar com o fator tempo e como o nosso projeto é divulgar a bike como meio de transporte e até mesmo como um meio de esporte saudável precisamos unir todos os nossos conhecimentos para que sejamos bem vistos por todos, então amigo Pedalantes junte se a nós.


(veja a matéria abaixo)

_________________________________________________________________________________

Renata Falzoni, 55, e Arturo Alcorta, 53
Criadores dos principais movimentos cicloativistas do brasil, como os night bikers, surgido em 1989

Aos 55 anos, Renata é hoje sinônimo de ativismo em duas rodas. Jornalista, atleta, produtora e videorrepórter, ela saiu na frente. Passou a deixar o carro em casa em 1974. Na época, a então estudante de arquitetura da USP fazia questão de ir para todos os cantos da cidade de São Paulo de bicicleta. Entre as décadas de 1970 e 1980, fazia expedições e se envolveu com a militância política contra a ditadura. Ela causava estranhamento ao levantar o assunto bicicleta como meio de transporte nas reuniões. "Eu escutava: o mundo está morrendo de fome e você vem falar de bicicleta?" Foi só então que ela percebeu que precisava agradar as elites: mostrar que pedalar era chique, glamouroso. Fundou os Night Bikers, em 1989, considerado o primeiro passeio noturno de bicicleta organizado do Brasil. Adivinha quem estava ao seu lado, como guia dos participantes? Arturo, claro. Ele era a figura que oferecia segurança e organizava o passeio. Enquanto Renata investia na mídia, ele esteve o tempo todo ao lado dela, pensando na parte técnica do negócio. "O pessoal queria se divertir, mas eu pensava em propostas efetivas para a bicicleta se tornar realmente um meio de transporte seguro. Eu queria discutir a qualidade das bicicletas, projetos, a técnica", lembra ele, que, ironicamente, vem de uma família de automobilistas - seu pai foi quem trouxe os primeiros bugues para o Brasil. Enquanto isso, Renata atacava pelo outro lado. "Com o Night Bikers, eu pretendia conquistar a simpatia dos motoristas de carro que saíam à noite de bike conosco. Assim, quem sabe eles passariam a respeitar as bicicletas", diz. "Se você não pode deixar o carro em casa, então ajude quem pode. Respeite o ciclista quando estiver na direção", dizia. Em janeiro de 1998, Renata liderou a comitiva de ciclistas da Campanha Bicicleta Brasil, Pedalar É um Direito, e pedalou de Parati até Brasília para reivindicar ao então presidente Fernando Henrique Cardoso o cumprimento do novo Código de Trânsito Brasileiro.

Os dois reclamam dos preconceitos que sofreram a vida inteira por estarem de bicicleta e não de carro. Arturo conta que, certa vez, foi de bicicleta entregar um documento numa multinacional a pedido de seu pai. Foi barrado no estacionamento e ouviu a seguinte frase: "Se estivesse de carro, entrava".

Atualmente, Renata e Arturo trabalham juntos no programa Bike Repórter, da rádio Eldorado. Eles dão notícias de trânsito enquanto pedalam por São Paulo. E Arturo dedica-se a uma nova profissão: ensinar pessoas a andar de bicicleta. "Meu maior presente é ver pessoas já com idade avançada perdendo o medo e pedalando livremente", diz.